Muitos desejos não se consumam e continuam
etéreos por causa das palavras covardes. aquelas que não deixam
apertar o botão “enviar” depois de escrever alguns parágrafos sinceros
ou que ficam falando de longe e bem baixinho dentro cabeça para não
te ligar de madrugada quando estava pensando em você e tudo fazia
sentido. ficam ocultas por anseios e medos. por idiossincrasias e
insegurança na falta da reciprocidade.
e
não tomo coragem, mas invento analogias em planetas fantásticos para
tentar fazer você sentir o que estou sentindo. escrevo para o mundo,
mas, na verdade, essas palavras têm direção e destino.
porque
ao final, todas as conversações, todas as palavras, todos os
fragmentos – no discurso amoroso – consistem em dizer ao ser amado:
“estou aqui, perceba-me.”
( Tiago Yonamine )

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